“Eu não estou perguntando se você quer que eu fique. Estou dizendo que vou ficar e pronto.”
“Aí o telefone tocou. Deixei tocar. Nunca atendia ao telefone na parte da manhã. Tocou cinco vezes e parou. Eu estava sozinho comigo mesmo. E, por mais repugnante que fosse, era melhor que estar com alguém, qualquer um, todos lá fora fazendo seus pequenos truques e piruetas. Puxei as cobertas até o pescoço e esperei. Decidi ficar na cama até o meio-dia. Talvez então a metade do mundo estivesse morta e ele seria menos difícil de enfrentar.”
“Já imaginou que loucura seria eu acordar e quando abrisse os olhos ver que você está do meu lado, sentir você me abraçando e me beijando?”
“Você já não faz parte da minha vida e eu não me importo mais com isso.”
“Da vida não quero muito. Quero apenas saber que tentei tudo o que quis, tive tudo o que pude, amei o que valia a pena e perdi apenas o que, no fundo, nunca foi meu.”
“Amar é sofrer choque térmico quando chega a hora de dar tchau, é implicar com o jeito do outro, brigar no meio da rua, pegar na mão, e fazer as pazes ali mesmo. Amar é brincar de briguinha, é dizer que vai amar pra sempre, é dar beijos e cheiros em lugares estranhos em locais inadequados, é beber no mesmo copo. Todo amente se arrisca meio poliglota “amore mio”, “mon amour”, “meine liebe”, “my love” ou “meu amor” mesmo.”
“Aprendi que é melhor manter algumas coisas em segredo.”
“Cara, é sério.
Não dependa de ninguém
pra poder se sentir bem.”
“Acredito que existem fases, ciclos, começos, recomeços. E acho que estou bem no meio de um deles.”
“Seu simples abraço me transmitiria mais confiança.”